Quando o Design de Interação transmite sentimentos

O principal objetivo do Design de Interação em minha opinião é transpassar emoções e comportamentos para utilitários do dia-a-dia, seja um Iphone, uma cadeira, um quadro negro (lousa) touch ou até um regador de plantas.

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regador para criar uma relação egoísta e devotada entre regador e planta. Seria mesmo isso só Design Emocional?

Podem falar que o que eu falei acima pode ser classificado como Design Emocional, mas acho que vai mais além disso. No Design de Interação, você define a forma, o comportamento, você estrapola o diálogo do objeto de um modo que você possa maximizar a experiência do usuário. Como escrevi num post que eu dava minha definição sobre Design de Interação:

Proporcionar a diferenciação através de estímulos intuitivos, facilitando a experiência e consciência, criando um ‘alimento para os olhos’, ao mesmo tempo acessível ao bem-estar do utilizador.

Muitos iniciantes acham que a maioria dos objetos-conceito feitos para esta área não passam de inutilidades, ainda estão presos a essa cultura tudo-tem-que-ter-utilidade. Não percebem que foi uma forma de extrapolar a utilização do objeto, dando um toque emocional, mechendo com o imaginário do usuário. Lembro uma vez num mini-curso de Design de Interação Estratégico, ministrado pelo Frederick van Amstel na Faber Ludens, que um aluno indagou que para quê ela teria aquele objeto, pois ele não servia para nada. Confesso que me cocei para não dar um “banho” nela sobre o real objetivo daquele objeto.

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será mesmo que seria inútil este objeto? Não lhe faz pensar em qual emoção se tenta passar com isto?

O intuito destes objetos é você conseguir captar ou pensar no próprio conceito do produto. No Design de Interação de defende que o objeto não tem só uma aplicação, pode ter várias, quem dá essas definições é o utilizador. Objeto pode não parecer útil para sua vida, mas pense que alguem maximizou a utilidade do objeto origem até chegar em algo que transpassa o senso comum.

erases_delete_key_conceptObjeto acima foi uma maximazação de uma simples borracha. Quem tem MAC entenderá que o Delete escrito ali é equivalente ao Backspace dos PCS. A utilidade da borracha foi maximizada, apenas dando um toque humoristico. Apagar algo no seu computador recém escrito com o Delete nada mais seria do que passar uma borracha para poder escrever algo novo.

Agora saindo um pouco deste conceito emocional do Design de Interação e ir para o campo que ele é voltado: Tecnologia.

Vamos fazer objetos que explorem o diálogo pessoa-objeto, sendo contexto pessoal, histórico ou físico.

nabaztag

Um exemplo clássico de Design de Interação é o Nabaztag, um coelho com várias funções tecnológicas. Foi concebido por Rafi Haladjian e Olivier Mével, para aperentar o máximo possivel com um objeto do próprio ambiente. Permite que o próprio usuário customize mais funções ao coelho, na forma de uma API de dados e cartões RFID.  Como falei antesm, a grande jogada do Design de Interação é proporcionar ao usuário o direito dele mesmo dar uso ao objeto, para ele se sentir único: a única pessoa que tem o objeto que faz tal coisa.

Imagem de Amostra do You Tube

Você pode com poucos recurso maximizar experiências dentro do mundo digitial, a graça de ser Designer de Interação é esta: você com o pouco que tem conseguir proporcionar uma experiência extra para o utilizador.

No ano passado tivemos uma atividade na Faber Ludens que consistia em cria rum jogo conceito para o Nintendo Wii, transpassando alguma atividade para este console da Nintendo (grande ferramenta para quem quer ser Designer de Interação). Minha proposta acabou saindo o Malha Judas, um jogo que com o wiimote você poderia dar “porradas” num mascote que você mesmo podia criar.

malha judas

O professor acabou gostando da idéia e conseguiu transpassar, com poucos recursos, este conceito para o meio digital, acabou saindo o “Porrada no Neostream“, utilizando um MacBook e um wiimote.

Imagem de Amostra do You Tube

É um Design Orientado a Gambiarra, seria um princípio de uma prototipação de um objeto, temos aquele reforço na inspiração para o que tentamos transmitir com objeto em questão.

Concluindo

Temos aqui a essência do que seria Design de Interação, não é apenas criar algo interativo, é conseguir passar a emoção do objeto origem para o objeto conceito. Maximizar experiências ou dar novas experiências do usuário. Não existe a palavra NÃO em Design de Interação, ouse amar o erro, use o erro para proporcionar uma experiência nova. Quem disse que não podemos tirar proveito do erro, além de não cometer ele novamente?

Post inspirado no artigo da Faber LudensEntão você quer ser um designer de interação” e pelo @mrvanz com este tweet.

http://www.usabilidoido.com.br/design_orientado_a_gambiarras.html

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